terça-feira, 13 de setembro de 2011

lembrança

Para a poda anual, usamos o calendario lunar

a última lua nova do inverno
em 2011 foi do dia 29 de agosto até o dia 4 de setembro

perfeita para a poda de quase todas as espécies essa época é muito lembrada na poda de parreiras de uva

não é recomendado podar caqui, ou as mimosidaes, estas ja devem ser podadas na primavera, como as rosas.

Pitanga na pedra 2011

Lembram da Pitanga na Pedra????
ela ta de vagar, mas
ela ainda se mantém viva e forte
o tronco esta quase da espessura do buraco
vamos ver se ela supera o buraco e quebra a pedra que é o que acredito que possa acontecer

Aroeira pimenta

Em 2009 iniciamos este também:
em 2010 a sequencia das podas postada no fórum:
Hoje estamos aqui novamente com as novidadeschegou a uns 70 cm, não recebeu podas ao longo do ano
agora no fim do inverno tem poucas folhas
mas percebam como está promissor
o tronco está muito mais desenvolvido
a fina raiz que tinha ficado esta encorpando e promete no futuro
as raizes estavam bastante expostas
poda geral
:D
Até na raiz, poda geral, a troca para um escorredor fica para 2012
os galhos principais do tronco foram novamente podados
os laterais mantidos para iniciar a encorpar a planta
Permaneceu com a maioria dos galhos laterais
Assim pretendo forçar o crescimento lateral, mantendo o meio cheio de folhas
em 2012 vai para um escorredor.

Ipê Amarelo 2011

Vamos iniciar pelo Ipê amarelo
Para lembrar do seu início:
tem 5 anos hoje
em 2009 foi colocado no escorredor
em 2010 fiz uma boa poda
veja no link do fórum:
No dia 3 de setembro de 2011 nova poda:
ele estava com 40cm
alguns galhinhos foram podados ao longo do ano
vejam que a raiz se desenvolve muito bem sobre a pedra
esta muito forte por sinal
o tranco ja passa minha medida universal de 2 cigarros
a raiz esta mais destacada que o imaginado.
mesmo com trocas mensais de posição evitando o enraizamento externo
a planta foi bastante empenhada em buscar mais espaço
poda geral
vejam que na parte superior uns galhos que se desenvolveram
foram podados ao longo do ano
os que restaram, se forma tbm hoje.
Só alguns restaram para poder dar mais forma à planta.
amarrei um galho inferior para buscar uma armonia lateral posterior
vou deixa-lo desenvolver mas logo vou solta-lo, foi só para forçar ir para cima
ele estava da forma lateral junto com mais um que foi podado
agora vai subir.

2011

Mais um ano passa, e mantemos nosso projeto.
O Fórum esta passando por problemas que não entendo, novos membros não conseguem postar suas opiniões, só alguns poucos novos postam, com os antigos permanece normal.
Sendo assim, decidi postar esse ano novamente aqui no Blog a evolução dos meus Bonsai.
espero que gostem dos resultados
Ahh e lembrando, as opiniões são muito importantes.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

2010

Mais um ano se passou.

Estou deixando o Blog só para postar dicas e técnicas

As minhas tentativas, continuações de muitas aqui postadas estão no fórum
um espaço que criei a algum tempo para podermos debater nossas dúvidas
e postar nossas tentativas para apreciação de todos

espero todos no Fórum

http://bonsai.forum.st

já temos algumas novidades para 2010
as podas de aconteceram e estão acontecendo
e logo todas estarão lá

encontro todos no fórum.
abraços e até lá

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

* DICA: Técnica de Aramagem

Aramando um Bonsai

A aramação de um bonsai ocorre quando você deseja definir melhor sua forma. Às vezes você quer abaixar algum galho, ou levantá-lo, direcioná-lo para outro lado… O arame é quem vai te ajudar a fazer isso, o ideal é que se use arames de cobre ou alumínio (por serem mais maleáveis), mas podemos utilizar outras técnicas também, como veremos abaixo…
Importante: Lembrem-se que quando decidirmos recorrer à técnica de aramar um Bonsai, não podemos esqueçer:
  • O arame deve ser constantemente vigiado, para evitar cortes no tronco ou nos ramos.
  • As árvores coníferas (pinheiros, juníperos, ciprestes...) devem ser aramadas no Inverno, mantendo o arame durante aproximadamente um ano.
  • As árvores decíduas (macieiras, laranjeiras, limoeiros...) devem ser aramadas no Verão, mantendo o arame por três meses, ou seja, até ao Outono.
  • Uma vez retirado o arame, certifique-se que a árvore não volte à posição inicial. Se assim acontecer, pode voltar a usar a mesma técnica no ano seguinte.
Dica: Se existirem marcas do arame na árvore, pode pintá-las com vedante para cortes ou pasta selante.

Primeiro passo: Analise sua árvore, veja as opções de galhos, às vezes não é possível aramar todos os galhos que você quer, alguns podem já ser velhos e duros, e tentar aramá-los pode resultar na quebra dos mesmos (um detalhe, é possível que você quebre um ou outro galho, não fique com medo, é normal nas primeiras vezes), outros podem ser muito jovens e mais fáceis ainda de quebrar. O ideal é que você crie espaço entre os galhos, o suficiente para que as folhas possam respirar melhor, mas não tanto a ponto de ficar com grandes “buracos” no tronco.A aramação deve ser feita em espiral, como nos exemplos abaixo:

Mas lembrem-se de só dobrar para dar forma após a completa aramação!

Escolhendo o calibre do arame

Conforme a necessidade você pode iniciar com um arame de calibre mais grosso e depois mudar o calibre conforme mostra este diagrama. Procure iniciar o arame mais fino sempre pela parte posterior; questão de estética apenas.

Aramando galhos

O diagrama sugere iniciar a aramagem do tronco para os galhos mais finos. Baseado no desenho a cores da primeira imagem, procure identificar o encaminhamento dos arames neste caso.

Iniciando a Modelagem

1. Enfie o arame no solo na parte de trás do tronco.

2. Torça o arame em volta no tronco paralelo ao solo.

3. A partir dai procure trabalhar com um ângulo de 45 graus conforme a figura.

4. Quando mais de um arame for necessário devido a grossura do tronco trabalhe os dois juntos.Neste último exemplo, estamos usando o mesmo pedaço de arame para prender dois galhos, um servindo de âncora para o outro, o que nos leva a outro detalhe: Apenas enrolar o arame em espiral, não vai adiantar nada, é preciso prender o início do arame em algum lugar (e não deixar o final pendurado também), pode-se usar o tronco como “âncora“, a base do “Y” que as ramificações do galho fazem, ou até mesmo o próprio vaso, como no exemplo abaixo.

Outro detalhe… Segundo as normas estéticas do cultivo de bonsai, o correto é não cruzar arames. Se você for passar outro arame, por um lugar que já exista um, o segundo precisa seguir o movimento do primeiro. Pode acontecer disso não ser possível, algumas vezes, então ou você procura outro lugar para usar como âncora, ou então quebra as normais estéticas. Veja bem, essas normas são para bonsai em exibição, não é algo que precise ser seguido, cruzar arames não vai matar o bonsai, só não vai deixá-lo tão bonito quanto os que foram aramados seguindo as normas.A aramação de um bonsai é um assunto bem extenso, vou dividir o post em duas partes então, para não ficar tão cansativo de se ler.Outro detalhe importante é:
Não esmague as folhas e não estrangule o ramo.O primeiro desenho é a forma correta de se fazer, repare como as folhas estão esmagadas no segundo desenho, isso só prejudicará a planta. O arame é só para “educar” o ramo (ou galho, como quiser chamar) e não para torturar o bonsai. É preciso fazer a aramação com cuidado, como eu já disse anteriormente, sem quebrar os ramos ou machucar a planta, mas ao mesmo tempo você precisa ter a mão firme, e não deixar o arame folgado. Basicamente é isso, espiral, com uma boa angulação, sem esmagar as folhas e sem fazer malabarismos com o ramo.O tempo de permanência dos arames varia de planta para planta, mas o ideal é que não ultrapasse 6 meses, mesmo que você tenha que removê-los e colocá-los no mesmo lugar, porque em 6 meses, é normal que os ramos engrossem, assim como o tronco, e o arame pode acabar deixando marcas no ramo/tronco, e você não quer um bonsai com essas marcas, certo? Pode ser que seu bonsai já mantenha a posição que você definiu em seus ramos, com apenas 2 meses de aramação, o tempo varia mais ou menos nessa faixa, de 2 a 6 meses. Como saber? Bom, se você achar que 2 meses já está de bom tamanho, retire os arames, se perceber que não adiantou, coloque-os novamente.Ao remover os arames, use SEMPRE o alicate, não reutilize os arames, pois já foram deformados e você pode acabar machucando a planta ao tentar removê-los sem o alicate.Esqueci de falar, né? O diâmetro dos arames… Procure usar um arame que tenha metade do diâmetro do ramo que está sendo aramado. Caso você coloque um arame muito fino, perceberá que o ramo não ficará na posição que você quer. Pela própria flexibilidade do arame, você conseguirá ver quais ramos ele poderá “educar“.Vou colocar aqui mais um exemplo de aramação, que é feita utilizando um peso, para puxar o ramo para baixo, algumas vezes é melhor usar essa técnica, ao invés de se aramar o ramo inteiro
Muito cuidado ao usar essa técnica, para não colocar algo muito pesado e quebrar o galho.Outro detalhe importante, nunca deixe as pontas dos arames soltas, caso não consiga envergá-las com as mãos, corte as sobras com um alicate.Caso você deseje aramar um galho muito velho (e pouco flexível), utilize proteção (ráfia vegetal ou borracha), para não machucar o bonsai. A proteção deve ser colocada entre o galho e o arame.Basicamente aramar é isso, claro que existem formas mais agressivas de se “educar” um galho ou tronco (inclusive aparelhos que mais parecem instrumentos de tortura), mas acredito que essas dicas iniciais sejam o suficiente para quem está iniciando na arte de cultivar bonsai. Espero ter ajudado e sanado algumas dúvidas.

Informações do texto reunidas dos trabalhos dos autores Vinicius Costa, Livro de Harry Tomlinson no seu O GRANDE LIVRO DO BONSAI, opiniões de José Augusto Cruz e desenhos de Ailton Mariz Costa, de Recife-PE e Sergivaldo Costa, de João Pessoa-CE

domingo, 16 de agosto de 2009

Aroeira: Muda * Pré-Bonsai

Essa é uma Aroeira Pimenteira, Schimus terenbetifolius
(segundo pesquisa visual pela internet-não é certeza)
Ganhei a muda com pouco mais de 1 ano e uns 80 cm. Depois de um mês para adaptação no novo local de morada
fiz uma primeira poda, 45 cm
PS: não usei e não indico essa tesoura da foto para podas, com essa ai cortei umas poucas folhas depois da foto. depois de 8 mêses e mais algumas podas, com 36 cm
e ja posta em um vaso de Bonsai
vaso Plastico modelo grande
decidi fazer a aramação depois de 1 ano e meio e algumas novas podas
pesquisei em dezenas de sites e peneirando as informações segui
o método.
arame de fio externo de telefone ( o que conecta a casa ao poste da rua)
dividido, pois ele é duplo.
Arame preso ao solo junto à Raiz
(e aproveitando a curva natural da planta)
enrrolada com aproximadamente 45º de inclinação.
A sequência do arame enrrolado no tronco
Notem que há um broto no tronco próximo ao primeiro galho
estou com a intenção de cortar o galho e o tonco na parte superior
para forçar um novo ápice.
Que acham da idéia?
Visão completa da planta
o galho que forma a parte superior era lateral e foi deslocado com o arame
o broto citado acima fica na base do primeiro galho
na parte de baixo
no caso ficaria só a raiz para uma nova árvore
só por isso estou a pensar.
Preciso de opiniões!!
Vista mais próxima de forma lateral Destaque geral da Aroeira Pimenteira, Schimus terenbetifolius
Espero que gostem

Café & Seringueira: Muda

Muitas são as arvores utilizadas no cultivo do Bonsai
e sempre surge aquela pergunta:
- Todas árvores podem ser Bonsai??
Mais uma proposta:

mudas inciciais de CaféEstão Brotando de uma tentativa com sementes de café.
A outra é uma Seringueira:
Creio que estão bem fracas e iniciais
mas a questão é
Todas as árvores podem ser Bonsai?

sábado, 15 de agosto de 2009

ESTUDO: * Fisiologia do Bonsai

Para cuidarmos do Bonsai, é necessária técnica e experiência, que somente são adquiridos ao longo de estudos e tentativas práticas.
Conhecer como vive uma árvore é importante para poder aplicar a técnica Bonsai. A necessidade da árvore na natureza é diferente da transformada em Bonsai. Conhecendo essas diferenças saberemos como tratar ambas.
Visando uma evolução nesse aprendizado localizei uma matéria de Lucas Cardoso Pittela que nos ajudará na compreensão do funcionamento biológico da arvore e claro no entendimento de suas necessidades.
Fisiologia do Bonsai

O Bonsai é uma árvore plantada em uma bandeja, cujo desenvolvimento não é interrompido, mas sim controlado e guiado de forma a se obter uma árvore saudável e estilizada. A estrutura física do Bonsai é igual a da árvore na natureza, mas o mecanismo do Bonsai é diferente, e por isso são necessárias técnicas adequadas para se obter às proporções e os objetivos desejados.

Raízes

As raízes das plantas, na natureza, crescem e se desenvolvem de acordo com as necessidades da planta e as condições do terreno, mas no caso do Bonsai, a árvore está confinada em uma bandeja rasa, com dimensões limitadas. A raiz, nessas condições tem seu crescimento restrito e conseqüentemente, o resto da planta tem seu desenvolvimento alterado.
Na natureza, grande parte das raízes serve para fixar a árvore no solo, enquanto nos Bonsai, as raízes de fixação podem ser reduzidas drasticamente. Esta poda de raiz é muito importante, pois promove a renovação da estrutura radicular da planta. Reduzindo-se a massa de raízes mais velhas no vaso, proporciona-se mais espaço para que as raízes novas e vigorosas se desenvolvam. Estas raízes novas e finas têm mais capacidade de absorver a água e os sais minerais, e, conseqüentemente, tornam a planta mais saudável. Na natureza, as árvores velhas apresentam muitas raízes superficiais, por causa da erosão, e no Bonsai este efeito deve ser buscado, expondo-se as raízes mais grossas.

Troncos e galhos

Os troncos e galhos das árvores na natureza têm seu crescimento e desenvolvimento determinado pela necessidade de se tirar o máximo de proveito da luz do sol e para superar outras árvores na competição por este espaço. Seu formato, direção e textura também sofrem influência das forças da natureza, como o vento, a chuva, os raios ou outros danos físicos, causados, por exemplo, por animais. Uma árvore plantada em uma bandeja parecerá apenas um arbusto se não for trabalhada através de diversas técnicas, como a poda e a aramação, para que se consiga o efeito da ação da natureza sobre a árvore.

Folhas

As folhas realizam as mesmas atividades tanto nas árvores plantadas no solo, como nos Bonsai, mas nestes, elas têm que estar localizadas, posicionadas, em quantidade e tamanho necessários para atender tanto a função fisiológica como a estética.
O tamanho, a quantidade, a localização e posição das folhas dependem, entre outros fatores, da água, dos nutrientes e da luz, que devem estar a disposição da planta de forma balanceada. Não há uma regra geral, uma vez que as necessidades variam de acordo com o clima, entre as diferentes espécies e estágio de desenvolvimento da planta. Porém, para se obter folhas menores, pode-se alterar a quantidade e freqüência da rega, da adubação e a exposição à luz. Para se obter os resultados pretendidos, também se usam a poda de folhas, ramos e galhos. A desfolha é uma técnica usada para se conseguir folhas menores e para controlar a grossura dos galhos.
As folhas refletem o estado de saúde da árvore. Quando estão inteiras, viçosas, se desenvolvendo bem, é sinal de que a planta, normalmente, está em boas condições, mas, no caso de apresentarem defeitos, manchas ou outros sinais, indica que algum problema pode estar acontecendo. Nas árvores de folhas caducas estes sintomas se apresentam rapidamente, enquanto na coníferas, demoram um pouco mais.

Flores, frutos e sementes

Assim como nas árvores plantadas no solo, podemos utilizar esta forma de reprodução para conseguir novas plantas, principalmente no caso de plantas difíceis de encontrar ou reproduzir de outra forma. Mas no Bonsai a principal função é estética. Deve-se controlar, através da poda, a quantidade e a localização, lembrando que uma quantidade muito grande pode sobrecarregar a planta.

Fisiologia da Árvore
A árvore é um ser vivo que pode ser comparado a um complexo industrial. Absorve do solo e do ar os elementos necessários, e com a energia do sol, através da fotossíntese, converte esses elementos em novas substâncias que são utilizadas pela planta para o seu crescimento, reprodução, reserva e manutenção. Este complexo pode ser dividido em várias partes interligadas, mas com funções específicas: raízes, tronco, galhos, folhas, flores, frutos e sementes.

Raízes

A raiz é o órgão dos vegetais superiores que os fixa no solo, absorvendo e transportando a água e os sais minerais do solo para as outras partes da planta. A raiz também estoca alimento processado (açúcar e amido) e produz hormônio. Na maioria das árvores jovens, a raiz pivotante (axial) é, geralmente predominante, principalmente em árvores produzidas a partir da semente. No caso de árvores produzidas por outros métodos, como a estaquia e a alporquia, a formação de raízes laterais é predominante. À medida que a árvore cresce, o sistema radicular se desenvolve em todas os sentidos. As raízes mais grossas são responsáveis pela fixação da árvore, pelo transporte de substâncias e pela estocagem de alimento, e as raízes mais finas, são responsáveis pela absorção e transporte da água e dos nutrientes presentes no solo. Numa raiz, da extremidade à base, encontramos sucessivamente as seguintes camadas:
  • extremidade exploradora, que contorna pedregulhos, procura umidade, evita contato com tóxicos, etc., é revestida por uma coifa que a protege do desgaste;
  • zona de crescimento, onde as células se multiplicam e se alongam;
  • zona dos pêlos absorventes, com numerosos pêlos, unicelulares, responsáveis pela absorção da água e dos sais minerais;
  • zona condutora, que contém os vasos nos quais circulam a seiva bruta (em direção às folhas) e a seiva elaborada, que alimenta a raiz ou é estocada.

As raízes geralmente vivem em simbiose com fungos (mycorrhizae). Estes fungos vivem ao redor das raízes, às vezes penetram nelas, auxiliando e aumentando a absorção na superfície das raízes. Eles podem tornar certos minerais acessíveis às raízes. Em compensação, o fungo obtém energia dos alimentos estocados na raiz. Esta associação da planta com o fungo específico é muito importante para o desenvolvimento e para a saúde da planta.

Troncos e Galhos

O tronco é o caule, parte entre as raízes e os galhos. Os galhos brotam do tronco, se ramificam e geralmente neles brotam as folhas e flores (que também brotam no tronco). O tronco e os galhos exercem diversas funções, sustentam e posicionam a copa e transportam a água e os sais minerais extraídos pelas raízes (seiva bruta) até as folhas, e redistribuem as substâncias transformadas pelas folhas (seiva elaborada) para todas as partes da árvore e estocam reservas. O tronco e os galhos podem ser divididos nas seguintes seções:
  • a casca, que é a camada externa da árvore e consiste num tecido de cortiça que conserva a umidade e protege as camadas internas da madeira contra insetos, vento, frio, calor e contra ferimentos;
  • líber (Floema), conduz a seiva elaborada das folhas para outras partes da árvore, indo até a raiz;
  • o cambio, composto por uma fina camada entre o lenho e o líber, produz células destas duas camadas e é responsável pelo crescimento no diâmetro do tronco e dos galhos. Quando a árvore é ferida ou quando um galho quebra, as células do cambio gradualmente formam um calo, cicatrizando e eventualmente fechando a ferida, produz novas brotações de galhos e raízes;
  • lenho (xilema), madeira fisiologicamente ativa que transporta a seiva bruta das raízes para as folhas, e também armazena substâncias elaboradas pelas folhas. Esta camada está localizada entre o cambio e o cerne;
  • cerne, madeira fisiologicamente inativa e dura, localizada na parte central do tronco e dos galhos, cuja finalidade é a de sustentar a árvore.

Folhas

A folha é o órgão vegetal responsável pela fotossíntese, pela respiração e pela síntese de diversas substâncias como enzimas e hormônios. Além disso, as folhas transpiram água, protegendo-as do calor excessivo e permitindo o movimento de ascensão da seiva bruta. Os tecidos das folhas são altamente especializados, sendo compostos por células contendo vários pigmentos. A clorofila, que é um de seus pigmentos, só é formada na presença de luz. Ela está contida nos cloroplastos e tem a capacidade de capturar a energia da luz e usá-la através de complexas reações fotoquímicas, convertendo o dióxido de carbono (CO2) obtido da atmosfera e os nutrientes, absorvidos no solo pelas raízes ou na atmosfera, pelas próprias folhas, em compostos orgânicos como açúcar e amido.
As folhas se apresentam em diversos formatos, tamanhos, cores e texturas. A disposição das folhas nos caules e ramos pode ser chamada alternada, se cada nó tem apenas uma folha; oposta, se cada nó tem duas folhas inseridas face a face; verticulada, se cada nó tem mais de duas folhas. Elas também podem estar agrupadas todas na base (folhas em roseta) ou surgir em tufos, nos nós espaçados de um rizoma.
As folhas podem se apresentar quase verticais e com duas faces iguais, como nas monocotiledôneas, ou estenderem-se horizontalmente, como nas outras plantas vasculares. Neste caso, a face superior, mais clara, em geral, é recoberta por uma cutícula protetora, desprovida de aberturas e caracterizada pelo aspecto em paliçada de suas fileiras clorofilianas (tecido paliçádico) e pela cor de um verse intenso. A face inferior, que fica na sombra, tem numerosos orifícios (estômatos), sede das trocas gasosas, e fileiras celulares, lacunosas e menos ricas em clorofila, dão-lhe coloração mais pálida. As folhas podem ser caducas, geralmente descolorindo e caindo no período mais frio do ano (outono ou inverno), ou podem ser sempre verdes, e intactas por todo ano. As folhas sempre verdes também caem, mas duram por um período maior, que pode chegar a alguns anos. Após caírem, as folhas são decompostas por bactérias e fungos, enriquecendo o solo com elementos necessários à planta, num ciclo autônomo e contínuo.

Flores, frutos e sementes

A flor é o órgão das plantas que contém os aparelhos reprodutores. As flores podem variar em sua forma, cor, odor, tamanho e pode ser completa ou não. Uma flor completa é formada por quatro vertículos ou uma série de peças semelhantes: cálice, corola, gineceu e androceu.
O cálice é formado por peças chamadas sépalas, que geralmente são verdes. A corola é formada pelas pétalas, que em geral são coloridas. O conjunto formado pelo cálice (sépalas) e pela corola (pétalas) recebe o nome de perianto ou invólucro floral, e desempenha papel protetor. O androceu é formado pelos estames, cada qual composto por um filete que sustenta a antera, órgão reprodutor masculino, de onde provem o pólen. O gineceu ou pistilo é constituído pelos carpelos, terminado em estigmas, formando o órgão reprodutor feminino, cuja parte inferior (ovário) contém os óvulos. Se o gineceu ou o androceu tiverem alguma imperfeição, tem-se flores unissexuadas, masculinas ou femininas. A espécie é monóica se a planta apresentar flores de ambos os sexos, e dióica, no caso de apresentar apenas um.
Na origem de cada flor existe um botão floral, onde o cálice envolve e protege as demais peças. Quando a flor se abre, fica exposta a ação do vento, da chuva, das aves ou dos insetos, que transportam o pólen, realizando a fecundação do óvulo da própria flor ou de outra flor da mesma espécie. O ovário se desenvolve formando o fruto e os óvulos se transformam em sementes, as demais peças, em geral, morrem.
O fruto é o órgão vegetal resultante do desenvolvimento do ovário, depois da fecundação dos óvulos, que contém ou estão ligados às sementes. O fruto serve de órgão de proteção, reserva de água e sais minerais, durante o desenvolvimento das sementes e depois participa na sua disseminação.
A semente é o órgão que resulta da fecundação e desenvolvimento do óvulo e que está apta, depois da germinação, a reproduzir um novo indivíduo. A semente é portada por uma escama fértil, no caso das gimnospermas, ou encerrada num fruto, no caso das angiospermas. A semente compreende uma membrana, ou tegumento, e uma amêndoa. Certas sementes, após serem disseminadas, podem estar aptas a germinar, mas outras, no entanto, passam por um período de dormência antes de germinar.
Matéria de Lucas Cardoso Pittella